Oficinas Extracurriculares

As oficinas extracurriculares têm como proposta oferecer à comunidade escolar da Coopep vivências em diferentes áreas expressivas. São oferecidas a estudantes, ex-estudantes, pais e convidados em diversos horários fora do período escolar.

Veja as oficinas oferecidas em 2011 e aguarde que em fevereiro teremos a relação completa das oficinas de 2012!

Coral Adulto

Este Coro tem uma proposta diferente, onde o objetivo é unir o canto coral e a expressão corporal através da música. Seus componentes são da Escola Coopep (pais e funcionários) e é aberto para toda a comunidade.
A música é sem dúvida, uma das mais valiosas formas de expressão da humanidade.
Quando observamos que, por dificuldades diversas, a música vem sendo cada vez menos cultivada nas escolas, sentimos cada vez mais necessidade de fazer alguma coisa a respeito e “essa coisa” é a criação de algo que una as pessoas, mas por um meio comunicativo e cultural. Por isso, pensamos na criação de um coral.
Vivendo numa época como a nossa, no qual o ser humano não comanda seu próprio gosto, já que aquilo que consome e “admira” lhe é imposto, compulsiva e compulsoriamente por uma indústria cultural que invade sua casa, coração e mente, torna-se infinitamente importante, mais que em qualquer outra época, o papel da educação e este também será desenvolvido nas aulas do coral.
Já diz o ditado popular: “Quem canta seus males espanta!”. E é uma grande verdade. Podem reparar que uma pessoa que canta é uma pessoa mais feliz e bem mais informada sobre o mundo da música. É uma pessoa que se esquece dos problemas rapidamente e os troca por uma criatividade cultural e musical.

Teatro

Teatro é o relacionamento do homem com o objeto-mundo. Nesse relacionamento, nessa busca de integração, o ser desenvolve suas partes intuitivas e racionais através de percepções, sensações, emoções, elaborações, etc., com a finalidade de tornar-se mais capacitado e ajustado, capaz de viver e conviver consigo mesmo e com o contexto que o cerca.
Um projeto teatral dentro de uma escola deve consistir na aplicação dos problemas básicos do espetáculo, do uso de materiais que estiverem ao alcance do orientador e dos participantes e dos instrumentos de trabalho que nesse caso são corpo, voz, etc., pois, na verdade, a vastidão e a diversidade de conhecimento do ser são ricas, e nelas reside toda facilidade do orientador que percebe as potencialidades e procura, antes, conhecer a dinâmica de cada integrante, a fim de trabalhar com o que existe ali, naquele momento e com aquele material humano. É nessa troca que reside a riqueza do orientador e do participante, permitindo a ambos uma penetração nas essências das diferenças culturais de cada um. Além de que, não tem sentido falar em criatividade enumerando materiais caríssimos e omitir o material que se tem em mão, que é a possibilidade de transformação e conseqüentemente, do trabalho inteligente.
Objetivos principais:
- levar cada integrante a reconhecer a prática teatral, não só como a montagem do produto final, o espetáculo, mas também como uma forma de conhecimento experiência válida por ela mesma;
- propiciar a inter-relação entre a organização exterior e ambiental e a organização interna do indivíduo, no sentido de próprio crescimento e desenvolvimento como cidadão;
- capacitar o indivíduo e o grupo a tirarem conclusões da experiência, que favoreçam o seu desenvolvimento como artista de teatro, e principalmente, como criatura humana: como homem que além de se emocionar desenvolva o seu papel social, questionando e expondo suas opiniões, pois o teatro tem que ser um agente transformador no meio social.

Mangá

Os principais assuntos enfocados são:
- história e origem do mangá, sua importância na cultura japonesa e mundial, conceitos básicos e desenho da cabeça segundo as proporções do mangá e movimento da cabeça;
- elementos do corpo e diferentes proporções da figura masculina e feminina no mangá em diversas posições;
- estudo da movimentação da figura humana; diferentes tipos de roupa no mangá;
- conceitos de arte-final e cor; desenvolvimento e conclusão de uma composição segundo as técnicas aprendidas durante o curso.

Futebol

“Uma criança é sempre uma criança onde quer que possa estar. Mas uma criança só é criança por uma vez… E alguns dizem que se ela não for uma criança que é ajudada a crescer, então ela poderá não ser o adulto que poderia ter sido … (Flinchum).”

O futsal (e o futebol) é o esporte mais popular do Brasil e, por isso, não podemos deixar de destacar sua relevância para a cultura corporal e sua conseqüente influência na aprendizagem sociocultural e motora dos estudantes.
Desse modo, a Escola Coopep, privilegia a prática deste esporte, através de sua oficina extracurricular de futebol, que ocorre semanalmente, com os estudantes divididos em três grupos: Educação Infantil, Ciclos I e II do Ensino Fundamental e Ciclos III e IV do Ensino Fundamental.
Ao falarmos do processo de ensino-aprendizagem na iniciação do futebol nos deparamos com um grave problema constantemente presenciado nas escolas, a especialização precoce, pois os professores tentam transformar crianças em atletas, inspirados pela glória da vitória nos diversos jogos escolares. Neste caso além de gerar problemas como estresse na competição, saturação esportiva, lesões, formação escolar deficiente, ausência da diversificação de movimentos e reduzida participação em jogos e brincadeiras, cultiva ainda a exclusão dos menos aptos.
É neste sentido que surge a oficina extracurricular de futebol da Escola Coopep, a qual procura obedecer a uma seqüência de aprendizagem, respeitando as características dos estudantes em cada faixa etária, e trabalhando o esporte de forma organizada e sistematizada, abordando princípios indispensáveis para o desenvolvimento integral dos alunos: autonomia, inclusão, cooperação, convivência, participação e as inteligências múltiplas.
Os procedimentos pedagógicos são os mais diversificados e todos complementares, pois a escola atende a sociedade, e atender a sociedade é lidar com contextos socioculturais expressivos, além das características físicas e desenvolvimentistas que cada aluno apresenta.
Como principal facilitador do processo de ensino-aprendizagem durante as aulas de futebol na Escola Coopep, destacamos a importância do jogo e da brincadeira no processo de formação do estudante, como é defendido por Freire e Scaglia (2003). O jogo é o procedimento pedagógico mais utilizado na escola, pois através do jogo, a sociedade se desenvolve, o estudante é motivado a aprender, as habilidades são aperfeiçoadas, desenvolve a criatividade, a cognição e aprende a resolver problemas e a tomar decisões. Além de estimular a inclusão e o desenvolvimento das inteligências múltiplas, entre outros (BALBINO, 2002).
Paralelo a isso é vinculado o componente lúdico. Os jogos da cultura infantil têm essa característica. Praticando jogos já conhecidos, fica mais fácil para o professor ensinar o que a criança ainda não sabe e deve aprender. O lúdico é a ponte. Essa atitude de aprender com prazer, brincando, sinaliza para outra: gostando de como aprendem esporte, as crianças poderão incorporá-lo definitivamente em suas vidas (PAES, 2002).